por Celso de Arruda - Jornalista- Filosofo - Músico - MBA
PENSAMENTO DO DIA:
"PROCURE viver mais sua vida interior.
A agitação da vida não deve atingir nosso eu verdadeiro, nossa alma.
Não deve fazer esquecer a coisa mais importante.
A Centelha Divina é que é nosso eu real, do qual nosso corpo
é apenas um reflexo.
Portanto, procure viver mais intensamente sua vida interior,
a vida de seu eu verdadeiro, de sua alma. "
Minutos de Sabedoria 279
A reflexão proposta nos convoca a uma introspecção profunda sobre nossa essência e a importância de cultivar a vida interior. Em um mundo cada vez mais agitado, onde a busca por realizações externas, sucesso material e validação social domina muitas vezes nossas prioridades, o pensamento nos lembra que o mais importante é o nosso "eu verdadeiro", que transcende as circunstâncias e os aspectos superficiais da existência.
Quando o texto afirma que "a agitação da vida não deve atingir nosso eu verdadeiro, nossa alma", ele nos alerta para a fragilidade da nossa conexão com o que é mais profundo em nós, algo que pode facilmente se perder diante da turbulência do mundo exterior. A agitação, os estímulos externos e as exigências cotidianas podem facilmente desviar nossa atenção do que é essencial, que está dentro de nós: a centelha divina que é a nossa verdadeira natureza, nossa alma.
Esta visão remonta a várias tradições filosóficas e espirituais que, ao longo da história, defenderam a ideia de que o eu real não se resume ao corpo físico nem às conquistas materiais, mas é algo imaterial, eterno e divino. Na filosofia de Platão, por exemplo, a alma é vista como a essência pura do ser humano, que está além da aparência física e das influências externas. Ele dizia que "não é a alma que deve se submeter ao corpo, mas o corpo que deve se submeter à alma".
De maneira semelhante, os ensinamentos do filósofo renascentista Michel de Montaigne, em seus Ensaios, reforçam a ideia de que a verdadeira sabedoria e tranquilidade vêm de dentro, do cultivo da mente e da introspecção. Ele escreveu: "A maior coisa do mundo é saber ser a si mesmo". Este conhecimento de si, segundo Montaigne, é a chave para uma vida equilibrada, longe das distrações externas que tendem a nos afastar do que somos essencialmente.
O filósofo budista Lao Tsé também abordou a importância da vida interior, com sua famosa frase: "Aquele que conhece os outros é sábio; aquele que conhece a si mesmo é iluminado". Para ele, a harmonia interna é o primeiro passo para alcançar a paz exterior e uma vida em alinhamento com o universo. Em sua visão, a agitação do mundo não deveria nos afastar do nosso centro, mas sim nos ensinar a manter a serenidade diante das adversidades.
Ainda mais próxima ao que o pensamento propõe, está a filosofia de Eckhart Tolle, que, em O Poder do Agora, sugere que nossa verdadeira essência é a presença, o ser interior que transcende os pensamentos e as preocupações da mente. "Você não é a mente", diz ele, afirmando que a verdadeira paz e felicidade vêm da experiência direta da nossa natureza profunda, além das distrações do mundo exterior.
Portanto, o texto nos convoca a uma vida mais consciente de nosso eu interior, à busca constante de alinhamento com a centelha divina que habita cada um de nós. A alma, como reflexo da divindade, é o ponto de conexão com o eterno, o imutável, o ser que está além da efemeridade das questões mundanas. O verdadeiro ser, segundo essa visão, é imperturbável e indestrutível, e é nele que devemos encontrar a verdadeira paz e felicidade.
"Caminho Interior"
Autor: Celso de Arruda
(Verso 1)
O mundo lá fora corre sem parar,
Mas dentro de mim há um lugar,
Onde a paz é o meu farol,
A alma fala, me guia ao sol.
No meio da agitação, eu me perco,
Mas sei que a luz está dentro de mim,
Não sou o corpo, sou o espírito,
A centelha divina que vai além.
(Pré-Refrão)
Não deixo a vida me arrastar,
Procuro o que é eterno, o que está no meu olhar,
A agitação não vai me afastar,
Porque sei que sou luz, sou alma a brilhar.
(Refrão)
Vivo minha vida interior,
Meu ser é infinito, sou paz, sou amor.
Acentuo a chama, a essência que é pura,
Na quietude do meu ser, encontro a cura.
(Verso 2)
O tempo passa, o corpo se vai,
Mas o que sou, o que sou, ninguém tira de mim,
Sou a alma, sou o que é real,
Imortal, ser divino, transcendental.
Olho para dentro, encontro o meu ser,
É a fonte de toda força, tudo o que é viver,
Deixei o mundo lá fora, me encontrei,
No silêncio da alma, percebi quem sou, eu sei.
(Pré-Refrão)
Não deixo a vida me arrastar,
Procuro o que é eterno, o que está no meu olhar,
A agitação não vai me afastar,
Porque sei que sou luz, sou alma a brilhar.
(Refrão)
Vivo minha vida interior,
Meu ser é infinito, sou paz, sou amor.
Acentuo a chama, a essência que é pura,
Na quietude do meu ser, encontro a cura.
(Ponte)
Não sou o corpo, sou a alma que sente,
Além do mundo, sou o que é permanente.
Dentro de mim, o universo inteiro,
Me encontro no silêncio, sou o meu verdadeiro.
(Refrão Final)
Vivo minha vida interior,
Meu ser é infinito, sou paz, sou amor.
Acentuo a chama, a essência que é pura,
Na quietude do meu ser, encontro a cura.
(Final)
Sou luz, sou alma, sou a centelha a brilhar,
Na quietude do meu ser, encontrei o meu lugar.
Sou luz, sou alma, sou paz a irradiar,
Dentro de mim, eu sou… tudo o que há.
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